domingo, 21 de fevereiro de 2010

Despedida


Começo este com a citação do “Pequeno Príncipe"“Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
Há partidas, separações e despedidas. Em algumas situações dizemos “até logo”, em outras um resoluto “tchau”. Mas apenas o “adeus” carrega consigo um bálsamo de dor. Porque é o único temperado com o aroma, doce ou amargo, do tempo.

A vida me tornou positivo e otimista. Aprendo por tentativa e acerto, e não por tentativa e erro. Vejo o copo meio cheio, e não meio vazio. Toda adversidade traz consigo lições e oportunidades. Mas ainda não aprendi a lidar adequadamente com a dor de certos tipos de separação, como o adeus de uma despedida quando a vontade é ficar. Leonardo da Vinci dizia: “Onde há muito sentimento, há muita dor”.

De todas as partidas, idas e vindas, encontros e desencontros, permeados pela razão ou pela emoção, pelo jogo do certo ou do errado, as maiores dores advêm dos momentos em que me distancio de mim mesmo, questionando meus propósitos, a trajetória em curso e os caminhos a trilhar. Mas os maiores prazeres também decorrem desta redescoberta, quase sempre simples, sutil e inesperada.
O que me motiva a escrever isso é o sentimento de perca com mais uma amiga que parte, hoje o coração chora porém a certeza que tudo é por um futuro certo, cujo o caminho foi traçado por Deus.

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